terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Outra vez a AD





 Outra vez a AD.

 

Quando há semanas, me pronunciei sobre os destinos da nova Aliança Democrática, nada fazia prever que o CDS se deixasse enganar mais uma vez, ou voltasse a ser humilhado de forma indecorosa como está a ser neste momento. 

O CDS elegeu sempre ou quase sempre um deputado em Aveiro, neste cenário com esta configuração, o CDS não elege em Aveiro.

Em Beja o CDS cresceu e agora volta a desprezar o trabalho feito durante anos, sem ninguém em lugar elegível.

Tradicionalmente, o CDS elegia um deputado por Braga, com esta coligação, essa possibilidade está totalmente afastada, o primeiro nome do CDS nesse ciclo aparece em 11º lugar nas listas.

Em Bragança, depois de em 2019, ficar a 4 décimas de eleger um deputado, desgraçaram tudo por causa do PSD e agora, quando tem a possibilidade de voltar a crescer num distrito complicado como este, volta a entregar o ouro ao bandido.

Castelo Branco é um caso de estudo, porque sempre teve uma posição forte dentro do próprio CDS e hoje é a desgraça que se vê à vista desarmada. 

No distrito de Coimbra, o CDS não apresenta um nome que se sobreponha aos apresentados pelo PSD, o que é de estranhar.

Em Évora, curiosamente ou não, o CDS aparece em 3º, ou seja, num distrito onde não é suposto eleger ninguém, a coligação dá o terceiro lugar ao CDS. É para agradecermos!?

Para o ciclo de Faro, o CDS aparece em 7º de 9, o que revela mais uma vez, a boa vontade dos parceiros de coligação.

No distrito da Guarda, O CDS aparece com o primeiro suplente...e assim vamos indo!!

Para Leiria em 10, o CDS é oitavo na lista.

Em Lisboa, o CDS aparece vergonhosamente em 4º, repito vergonhosamente, porque não temos força para mais. O segundo elemento do CDS, vem em 16º... 

Pela Madeira, em 6 voltamos a ser 5ºs, não é tão bom ... 

Em Portalegre voltamos a ser suplentes em 1º.

No Porto, somos n.2 sim, mas o segundo do CDS aparece em 16º.

Para Santarém, em 9, aparecemos de novo em 7º.

Em Setúbal, aparecemos de novo em 7º mas é em 16 nomes, já não é tão mau...

Viana do Castelo, em 6, deixaram-nos o 4º lugar.

Em Vila Real de 5 somos outra vez o 4º lugar.

Para o ciclo de Viseu, em 8 lugares voltamos a 7º.

Como se isto não bastasse, o senhor presidente do partido resolveu com a excelsa direção a que preside, chamar a si, o preenchimento dos lugares que normalmente seriam escolhidos pelas estruturas locais e distritais, e posteriormente levados a Conselho Nacional e aprovados ou não.  Entendo que, neste contexto a direção e o presidente do partido, até para salvaguardarem a sua própria posição, deviam seguir as normas estatutárias e delegar em cada uma das estruturas distritais a eleição dos nomes para a AR, como de resto se fazia no tempo do CDS. 

Não sendo assim, a Democracia Cristã Portuguesa, corre o risco de simplesmente desaparecer, uma vez que a representação do partido na AR é mais uma vez colocada em causa por decisões unilaterais, que só prejudicam os Portugueses e acima de tudo, os Portugueses que durante décadas acreditaram no CDS. 

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Sobre a nova AD



 Sobre a nova AD

 

Não sendo novidade para ninguém o que eu penso sobre coligações, e tendo em linha de conta o que foi feito e dito ao longo dos tempos, nomeadamente por Nuno Melo antes de ser presidente do CDS, há algumas considerações a fazer. 

 

O CDS-PP não tem condições de ir a eleições sozinho por mera incompetência dos seus responsáveis que passaram dois anos a marcar passo. Ou seja, a assobiar para o ar. 

 

Nestes dois anos, o CDS mais não fez do que nomear delegados disto e daquilo que até esta data, uns por manifesta incompetência outros porque não querem e outros porque não tiveram tempo, não se organizaram para que o partido tivesse dentro de si, os tais quadros que agora deviam estar preparados para serem cabeças de lista em 18 distritos. 

 

Assim, e como sempre, o CDS vai a votos sem no dia 10 de Março depois de contados os votos, se perceba a real dimensão do partido, porque os seus responsáveis uma vez mais, preferem um resultado que garanta a sua própria sobrevivência política, hipotecando da forma que já todos percebemos, o futuro do próprio partido. 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Caderneta de cromos do CDS (parte I)










 A caderneta de cromos do CDS.

 

O cromo de hoje, é daqueles que não há repetidos. Mora em Santa Marta de Penaguião, mas não conhece a lenda de Santa Marta, porque se conhecesse, percebia que não se brinca com coisas sérias. 

Conta a lenda de Santa Marta, que depois da praga que atacou as vinhas nos finais do sec. IX, o conde de Guillon, dono da maioria das vinhas em redor da aldeia, incendiou as próprias vinhas num acervo de raiva, foi então que apareceu uma santa envolta num manto branco e lhe ordenou como castigo que replantasse todas as vinhas incendiadas e erguesse uma capela em sua honra. 

O conde francês, meteu mãos à obra e replantou sozinho as vinhas e de seguida sozinho ergueu a capela de Stª Marta, hoje padroeira do alto Douro vinhateiro. 

Durante o processo, as pessoas passavam e comentavam “...coitado do Guillon”. Depois de erguida a capela, o povo resolveu fazer deste ponto de encontro para rezarem pelas melhores colheitas, e então ficou conhecida como capela de Stª Marta com pena do Guion, que mais tarde derivou para capela de Stª Marta de Penaguião. 

O CDS está para o distrito de Vila Real, como o conde de Guillon esteve para a região naqueles tempos, incendiaram tudo o que havia para queimar e agora, aparece um cromo que se diz democrata Cristão, mas a única coisa que consegue erguer são copos ou fichas de filiação num pseudo partido chamado ...ergue-te ... juntamos ilustrações para melhor percebermos do que estamos a falar. 






quarta-feira, 22 de novembro de 2023

A democracia do Post Scriptum (P.S.)


 A democracia do Post Scriptum (P.S.)

 

É verdade, muitas vezes ouvi dizer isto... “ah... esse gajo não percebe nada disto”. Confesso que nunca dei importância nenhuma ao assunto, e de facto, olhando para trás e contextualizando a frase em várias ocasiões diferentes, se calhar é verdade.

 

Eu sempre pensei que P.S. (partido socialista) significava democracia, independência, soberania, valores consagrados na Constituição da República Portuguesa, como a saúde para todos, a educação gratuita para todos, a segurança eficaz e equitativamente distribuída... E agora, 50 anos depois, olhamos para o P.S. e em vez de Partido Socialista, eu leio ... Post Sriptum. 

 

Uma regra tantas vezes usada quando chegávamos ao fim de uma extensa missiva e percebíamos que faltou a determinada altura, mencionar um facto de alguma importância e então fazíamos uma nota no final da folha com P.S. 

 

Foi exatamente isto em que o P.S. se tornou 50 anos depois. Vejamos:

 

- O Estado Português é um Estado de direito.

P.S. Se os socialistas não governarem.

 

-O Estado Português cumpre escrupulosamente a C.R.P.

P.S. Só enquanto os socialistas não governam.

 

-O governo do Estado Português, não se imiscui com os órgãos de Justiça Nacionais.

P.S. Enquanto dirigentes socialistas não se envolvem em negócios escuros.


- O Estado Português garante o acesso à saúde a todos os cidadãos Nacionais indiscriminadamente, por princípio gratuito e de fácil acesso.

P.S. Os socialistas divertem-se a fechar urgências e a trocar serviço publico por serviço privado onde muitas vezes não há condições para fazerem determinados procedimentos médicos por manifesta falta de meios. 

 

É assim, e quase 50 anos depois da revolução encravada nas trincheiras da democracia, o país mergulha numa espiral de corrupção institucionalizada pelos governantes que foram passando por S. Bento, mas nunca como agora, depois de uma rusga policial ao gabinete do primeiro-ministro, podemos perceber que o Post Sriptum da nossa democracia estava tão desgraçado como afinal parecia. 

 

 Rui Alexandre Moreira.




P.S. Isto não acaba aqui...

domingo, 22 de outubro de 2023

O IUC Imposto Único de Contribuição ao CDS-PP


 A mulher de César, não pode parecer séria ... tem de ser séria.

 

Um dos problemas do CDS-PP nos últimos tempos é a sua profunda desonestidade intelectual. 

 

O que mais incomoda um verdadeiro Democrata Cristão, é ver aqueles que se dizem seus pares, fazerem exatamente o contrário do que apregoam todos os dias. 

 

Nuno Melo desde que o governo deixou cair a ideia do IUC para veículos anteriores a 2007, não se cala com a injustiça que é um imposto que serve para colmatar a extinção das portagens nas SCUTS. A medida pode parecer injusta, mas o imposto mais estúpido de todos são mesmo as portagens e não as SCUTS que nos devem incomodar, são as estradas que já estão pagas e não consomem em manutenção, aquilo que as concessionárias cobram, era com isto que Nuno Melo e o CDS deveriam estar preocupados em extinguir as portagens por completo com um plano efetivo, mas já sabemos que honestidade intelectual em política é suspeita.

 

O problema para o CDS é que enquanto Nuno Melo, reclama que a medida do IUC é injusta, obriga por alteração estatutária os filiados no CDS a pagarem os mesmos 2€ por mês de quotas ao partido. 

 

Ora, se é verdade que a medida do governo é injusta porque o momento que o país atravessa é complicado, deduzimos perante isto que só é complicado para quem paga impostos ou tem carros antigos, tipo uma 4L branca. Já para os filiados que do CDS que muitas vezes não se podem deslocar para as funções oficiais do partido porque têm um R5, do mesmo ano da 4L e não têm outro carro porque o dinheiro deles não estica, a injustiça não se aplica. 

Portanto, a sugestão é um congresso estatutário para os filiados do CDS deixarem de pagar quotas e pagarem o IUC Imposto Único de Contribuição ao CDS-PP. 

 

Mais uma vez, Nuno Melo e companhia se não resolvem o tique estatutário que muitas vezes usam conforme lhes dá jeito, estão condenados a sair a pé ou de gatas do próximo congresso.

 

 

 

 

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Sobre o que precisa o CDS.



Sobre o que precisa o CDS, ou de quem precisa o CDS.

 

O CDS pode precisar de todos, mas há uns “todos” que precisam mais do CDS que outros. E é sobre esses que vos quero falar hoje. 

 

Durante muito tempo, o partido foi o garante de uma direita conservadora que não se revia nos desmandos do PSD, e depois do PPM perder o assento parlamentar, grande parte dos monárquicos democratas, derivaram para o CDS. E, portanto, o partido assumia uma importância maior no espectro político Nacional. Tudo isto antes de Paulo Portas assumir a presidência do partido pela primeira vez. 

 

Paulo Portas, correu com Manuel Monteiro que mais não fez do que uma birra de puto malcriado e saiu para formar um outro partido e meus amigos, a partir daí Paulo Portas infestou o partido de pseudo social-democratas vindos de uma JSD amargurada com ela própria que tinha na altura em Pedro Santana Lopes, uma referência inconfundível. Entraram esses e muitos mais durante os mandatos de Paulo Portas, uns mais à direita outros nem por isso, e alguns independentes que se tornaram figuras de destaque no Caldas, como o caso de Assunção Cristas, que cometeu o erro de acreditar em Paulo Portas e companhia, os tais que nunca foram democrata-cristãos e infestaram o CDS de falsos Democratas Cristão, alguns deles sem saberem o que isso significa. 

 

Por isso, vir agora Nuno Melo lá do alto do andaime a dizer “... não me interessa se quem está no CDS é liberal, conservador ou democrata-cristão” é tão inútil como mamas num boi. E passamos a explicar. Um boi com mamas nos tempos que correm seria um boi transgénero e por isso a utilidade dele seria mesma de um homem que resolve ser mulher porque sim, não pode procriar e, portanto, é um significante contribuidor para a extinção da espécie. O CDS é assim, são vários bois com mamas, tão inúteis como bois com mamas, não servem para nada. E isto também tem uma explicação, para não dizerem que eu estou a criticar por criticar e quem me conhece sabe muito bem, que sempre critiquei quem no CDS tinha de ser criticado, como apoiei quem tinha de ser apoiado, sempre que assim deveria ser. A comparação feita, não pode ser tomada como depreciativa, porque afinal o CDS e agora podemos culpar quem quisermos, não é só Paulo Portas porque quem veio a seguir e já lá vão 3, nada fizeram para tirar de lá os bois e meter vacas férteis, antes pelo contrário.

 

É verdade, o CDS precisa de todos, mas são todos os Democrata-Cristãos, que se identificam com a democracia Cristã, que defendem a carta de princípios original do partido, que podem ser liberais de pensamento, ou conservadores, mas na hora de votar, votam CDS porque foi no CDS que um dia perceberam que a política tem um lado humano, porque foi no CDS que demos sempre importância as questões humanitárias, aos problemas sociais. Porque foi o CDS que sempre esteve na frente de combate quando foi necessário salvar o país de situações complicadas, em governos de salvação Nacional, e prejudicado por causa disso mesmo. Fazendo-o em coligação, prejudicou-se de forma irremediável, tudo por culpa das decisões de ir a eleições em coligação. E todos percebemos o que significou ir a eleições coligados com o PSD. E por isso quem tomou a decisão de optar pela coligação, é diretamente responsável pelo estado a que o partido chegou. São os liberais e os conservadores que se renderam à doutrina Democrata-Cristã.

 

As últimas eleições legislativas, foram atípicas em vários sentidos, o CDS não se soube posicionar, a própria conjectura interna do partido não permitia que os responsáveis se organizassem de forma eficiente apesar dos avisos, e o CDS acabou por perder o assento parlamentar, e entrar numa espiral de descida nas sondagens. Facto que até hoje ainda não foi colmatado nem tão pouco solidificado. As eleições na Madeira foram um fracasso porque os dois partidos mais votados, perderam a maioria absoluta e tiveram de coligar-se com um partido que não é de direita por manifesta teimosia ideológica. As próximas eleições legislativas, serão de extrema importância para o partido, se a decisão for ir a votos sem coligação nenhuma, nem pré-eleitoral nem pós, para de uma vez por todas percebermos quanto vale o CDS, quantos votantes tem o CDS, só assim podemos de uma vez por todas, saber qual o posicionamento do partido. 

 

Assim, para quem ainda não percebeu o problema do CDS, que não são os liberais nem os conservadores, mas sim as várias lideranças que por cá passam, que defendem os interesses de uns e de outros e isso espelha-se na distribuição Nacional do próprio partido atualmente, que não existe. Há distritos que não conseguem por manifesta falta de vontade interna, eleger uma comissão política distrital digna desse nome e isto prejudica o partido irremediavelmente, como de resto é notório. Nuno Melo vai passando pelos pingos da chuva caricatamente, sendo muitas vezes ignorado porque a mensagem é transmitida de forma incompetente, porque a vontade de mudar de imagem obrigou a tomar opções inúteis, porque a arrogância e a prepotência de quem continua a povoar o Caldas, não dá para mais. 

É tempo de contruir ... comecem a trabalhar.



https://youtu.be/JcCKjhADhgs?si=g3_URIyAtYS045qz

 


 

 

 

 


 

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

O momento difícil que vivem os agricultores ... coitados !!




 12 de Junho de 1985.

 

Desde esta data, a agricultura Portuguesa recebeu em média cerca de mil milhões de euros por ano. 

 

Os investimentos feitos nesta área, foram investimentos que serviram para aumentar a produção e dar autonomia financeira e produtiva aos agricultores nacionais. Ou... então não!!

 

O facto é que continuamos em alguns sectores, dependentes do exterior para suprir as nossas necessidades agro-alimentares, como é o caso flagrante dos cereais. 

 

Porém, ainda mais grave é o facto de se pensarmos que um agricultor medio, com cerca de 100 (ha) imaginar que pode ficar sem subsídios estatais no próximo ano, em vez de arranjar soluções para a sua própria exploração, arranja forma de explorar o Estado, reclamando junto das próprias associações que por sua vez reclamam das confederações que por sua vez reclamam do Estado. Ou seja, em vez de termos criado, agricultores independentes financeira e produtivamente, criamos em quase 40 anos, um grupo de sangue sugas estatutários, porque o estatuto de agricultor graduado, dá-lhe palco para aparecerem na televisão a exibirem os tratores que as empresas de leasing e os bancos lhes emprestam para eles terem o dinheiro que recebem anualmente a render, sem que seja investido um centavo do seu próprio bolso. 

 

Portanto, quando nesta altura o próprio Estado percebe que há dificuldades no setor, e em vez de perceber que tem de ajudar a resolver o problema criado por ele próprio, complica as contas dos agricultores, é normal que quem como ou o CDS se sinta profundamente envergonhado, porque o setor da lavoura que sempre defendemos, não se soube proteger dos dias difíceis que por várias vezes tínhamos avisado que viriam.  O silencio a que os responsáveis do partido se remetem neste momento, tem unicamente a ver com a capacidade que cada um dos agricultores, grandes ou pequenos, têm de resolver a sua própria vida. 

 

Acredito que o CDS-PP que sempre esteve do lado dos agricultores, entenderá melhor que os outros partidos, o estado degradado em que o setor se encontra, e acredito que seguramente o CDS será o único partido que pode encontrar soluções para um setor que se confunde com a sua própria historia. 

 

Quem pensa que isto é pura demagogia, desengane-se. Durante muitos anos fomos ensaiando ao mais alto nível, soluções para o mundo Agrícola, isentas, independentes e sustentáveis que são hoje a base de uma economia agrícola que em nada depende de subsídios. É possível, é real e existe no país, quem trabalhe todos os dias a terra sem receber um centavo de subsídios. São esses que não depende nem do Estado nem dos bancos que lhes sugam os milhões que recebem em subsídios que merecem uma palavra nesta hora, porque é com eles que num futuro próximo o país tem de contar. 

 

Para os que andaram os últimos quase 40 anos, a receber dinheiros públicos, ou seja, que saem do bolso de todos os que trabalham para pagar impostos, sim porque os fundos perdidos da EU, encontram-se todos no mesmo pacote, que é o orçamento de todos os que alinharam nesta pseudoideologia vendida aos políticos e impingida a todos nós que fomos votando neles, de que estar na europa unida é que é bom porque somos muitos e quantos mais somos melhor... parece que vai sendo hora, de revermos os nossos padrões e parece-me que com eleições para o parlamento europeu, precisamos de uma espécie de Nigel Ferage, que vá para Bruxelas preparar o Portexit. 

 

A verdade é que, a EU trouxe algumas vantagens, nomeadamente no setor agrícola e das pescas, não me consigo lembrar de nenhumas, mas é o que nos vendem todos os dias. Porém, se tivéssemos ficado no nosso canto, com as nossas regras, a nossa moeda e a nossa soberania intacta, até podíamos ter necessitado de um novo resgate financeiro, mas não necessitávamos de deitar leite fora, vender azeite ao desbarato para Espanha e Itália, abandonar o Alentejo que foi o celeiro da Europa durante a II guerra Mundial, destruir a nossa industria pesqueira que era o garante de sustento de milhares de famílias que se viram obrigadas a emigrar ou mudar de vida, e passamos todos alegremente a comer peixe de aquário, criado com a farinha feita dos ossos de vacas velhas que já não servem para mais nada. 

 

Não há mal nenhum em ser Nacionalista, em defender os nossos direitos, as nossas fronteiras e para quem não sabe, a nossa fronteira marítima é imensa, os nossos vizinhos são os EUA, a nossa aérea marítima é 16 vezes maior que a nossa área terrestre. Se não tivéssemos aderido á EU, teríamos dado o salto muito mais cedo para uma economia voltada para o mar, como agora muitos querem fazer, já tardiamente, mas que acho muito bem que se faça. Como também sabemos que nessa altura era muito mais fácil, alavancar a economia Nacional, com base nos mercados dos PALOPS, e que agora não é tão fácil assim porque, entretanto, houve muitas mudanças, mas continua a ser possível. Tal como o Reino Unido, consegue, nós também conseguimos porque sabemos como o fazer. 

 

Por isso, gostava de ver o CDS-PP neste momento de crise existencial, ser o primeiro a defender a saída de Portugal da EU, gostava de ver o Eurodeputado Nuno Melo, a defender a Nação como um Português que se orgulha de ser Português o deve fazer, sem medo de levar com um chorrilho de críticas quer de uns quer de outros. Não vimos ninguém, nem à esquerda nem à direita, defender esta solução que só servirá para melhorar a vida dos contribuintes Portugueses. 

 

Rui Alexandre Moreira.

18 de Setembro de 2023.