quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Sobre a fusão do CDS com o PSD !


  

 

Durante os últimos 50 anos, o CDS já foi dado como morto umas 50 vezes ou mais.



Hoje por alguma razão, alguém resolveu mais uma vez lançar a confusão, e antes que me acusem de alguma coisa, não tenho nada contra o Diogo Feio nem contra aqueles que defendem uma fusão do CDS com o PSD, o que eu tenho é contra o Dr. Manuel Monteiro, que arrastou consigo para dentro do CDS, alguém que nos anos que se seguiram, resolveu levar para o CDS quadros do PSD. 

Tudo seria o mais normal em política e nos tempos que corriam, porque fazer política é mais do que andar de comício em comício de bandeirinha na mão a fazerem de conta que percebem o que é dito do palco para baixo, não fosse o facto de tanto o Dr. Monteiro como o Dr. Paulo Portas desvirtuarem a essência do CDS, a sua matriz democrata Cristã, e a própria carta de princípios do partido. 

Há, porém, uma diferença substancial. Enquanto Manuel Monteiro, zangado com o mundo e arredores, abandonou o partido deixando-o entregue a Paulo Portas, Portas manteve-se até hoje como um dos responsáveis do CDS com maior curriculum até hoje, gostemos ou não, foi com Paulo Portas que tivemos os melhores resultados pós prec, em todas as frentes, foi com Paulo Portas que fomos governo por duas vezes, e é com Paulo Portas que conseguimos um resultado histórico nas autárquicas. Uma coisa é não ser fã de Paulo Portas no seu estilo de fazer política, outra é não reconhecer os méritos que existem e que todos reconhecemos.

No fundo, mais uma vez quem me conhece sabe que não admiro Paulo Portas, mas reconheço-lhe o valor e o mérito que teve em determinada altura da vida do CDS, e recordo um Conselho Nacional no Porto, sobre a saída abrupta de um dos seus vice-presidentes da altura, em que o próprio Portas dizia isto “... o CDS é um partido incongruente, é um partido cheio de incongruências e estas coisas podem acontecer...” passaram quase vinte anos, e hoje somos obrigados a concordar com Paulo Portas, o CDS é um partido tão incongruente desde a sua fundação que dificilmente se poderá fundir com qualquer outra força politica do espectro politico Nacional. São estas incongruências, que faziam jeito a Paulo Portas há 20 anos, que nos fazem hoje ter a certeza de que embora alguns dentro do próprio partido estejam cansados de serem comentadores na televisão e quererem ir para o PSD, fazer sabe-se lá o quê, ou sabemos, mas não quero falar de fretes que é o que muitos ditos Democrata Cristãos, andam a fazer há mais de 30 anos, para esses era muito comodo os dois partidos fundirem-se. 

Por isso, quando alguém me fala na fusão entre os dois partidos, eu pergunto a mim mesmo, se estamos a falar do PSD, que não quer mexer na legislação laboral, porque é urgente antes que algumas empresas importantes para o tecido empresarial Nacional, decidam mudar de pouso, e o CDS defende a proteção a essas empresas a todos os níveis, se estamos a falar de PSD que já teve tempo de refazer o SEF, e está mais preocupado em cumprir a agenda globalista e deixar que os imigrantes terroristas se instalem por todo o país, o CDS defende a nação, não baixa a guarda, se querem uma fusão com um partido que se recusa a combater a ideologia de género e as famílias disfuncionais, o CDS defende as famílias tradicionais... querem falar de incongruências, há um sem numero de delas que podemos explorar. 

O CDS não morreu quando se tornou no partido do táxi, o CDS não morreu quando se tornou no partido da trotinete, o CDS não morrer quando perdeu assento parlamentar. Por isso não é agora, porque meia dúzia de apaniguados do laranjal querem fundir uma incongruência política com um partido do sistema, que vamos deixar o CDS cair nas mãos seja de quem for. O partido tem demasiada responsabilidade histórica, para fazer parte de uma área política que nenhum de nós em consciência pode defender. 

Por isso, para aqueles que defendem a fusão do CDS com o PSD, fica aqui o registo da certeza de que, embora possam ser muitos os filiados que hoje desejam isso, há seguramente muitos mais que assim não pensam, e são esses que não permitiram que o CDS desaparecesse antes, que não vão permitir que o partido se funda com qualquer outra força política, são os filiados de sempre, os que acreditam que o CDS será sempre o garante da defesa dos interesses daqueles que sempre acreditaram em nós. É com este CDS que queremos lutar por melhores condições de vida para os Portugueses. 

Rui Alexandre Moreira. 

21 de Janeiro de 2026.

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